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Parlamento ucraniano confirma Serhiy Koretsky como primeiro-ministro, mas troca de ministros provoca raras manifestações em plena guerra.
A Ucrânia promoveu nesta semana a maior reforma de seu governo desde o início da invasão russa em larga escala. Em 16 de julho, a Verkhovna Rada, o Parlamento do país, aprovou a nomeação de Serhiy Koretsky, ex-presidente da estatal de energia Naftogaz, como novo primeiro-ministro. A indicação foi feita pelo presidente Volodymyr Zelensky, que apresentou a mudança como parte de uma ''estratégia política atualizada'' para sustentar o esforço de guerra.
A remodelação substitui a primeira-ministra Yulia Svyrydenko e renova o Conselho de Ministros. Segundo o Kremlin ucraniano, o objetivo é dar novo fôlego à gestão em um momento de pressão militar intensa e de necessidade de reorganizar áreas estratégicas, como energia e defesa.
A troca, no entanto, provocou algo incomum em tempos de guerra: protestos. Manifestantes foram às ruas para pedir que Zelensky mantivesse o popular ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, afastado do cargo. Pela proposta, o atual ministro do Interior, Ihor Klymenko, assumiria a pasta da Defesa. As manifestações expõem o desgaste de decisões internas mesmo em um país mobilizado contra um inimigo externo.
A reforma ocorre enquanto a Ucrânia enfrenta ataques russos que atingiram, entre 11 e 15 de julho, portos da região de Odessa e outras cidades. O novo gabinete assume com a missão de coordenar a defesa, a recuperação da infraestrutura energética e a diplomacia por apoio internacional, incluindo a ajuda europeia em armamento.
A escolha de um executivo do setor de energia para o cargo mais alto do Executivo sinaliza a prioridade dada à proteção da rede elétrica, alvo recorrente dos bombardeios. Ao mesmo tempo, as manifestações mostram que a coesão interna, essencial para um país em guerra, não pode ser tomada como garantida. Os próximos passos do governo Koretsky e a reação da população serão acompanhados de perto por aliados e adversários.
Fonte: Al Jazeera
Redação Rede Global de Comunicação — 2026-07-17