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Rússia dispara 135 drones e 10 mísseis contra a Ucrânia; Kiev é atingida e civis ficam feridos em Kherson.
A Rússia lançou 135 drones e 10 mísseis de diferentes tipos contra a Ucrânia durante a madrugada, a maioria deles mísseis balísticos, resultando em danos a 16 instalações em Kiev, segundo autoridades ucranianas. A barragem noturna renova o padrão de ataques em larga escala que tem caracterizado esta fase do conflito, marcada pelo desgaste de infraestrutura e pela pressão sobre as defesas aéreas.
Além da capital, tropas russas atingiram a cidade de Chuhuiv na manhã anterior e bombardearam os distritos Central e Korabelnyi de Kherson, ferindo quatro civis, entre eles uma adolescente de 17 anos. O ataque a áreas urbanas, distantes da linha de frente, evidencia o alcance das armas empregadas e o impacto direto sobre a população civil.
O uso predominante de mísseis balísticos é significativo do ponto de vista militar. Por sua alta velocidade, esses mísseis são mais difíceis de interceptar do que outros tipos de armamento, o que os torna especialmente desafiadores para os sistemas de defesa aérea. A capacidade de proteger cidades depende, em boa medida, da disponibilidade de interceptadores avançados, tema recorrente nas negociações da Ucrânia com seus aliados.
Os ataques se inserem em uma lógica de atrito. Ao mirar infraestrutura e centros urbanos, a Rússia busca pressionar a sociedade ucraniana e forçar o país a dispersar recursos defensivos por um território extenso. A Ucrânia, por sua vez, responde com ataques a alvos militares e energéticos em solo russo, procurando elevar o custo do conflito para Moscou.
Esse ciclo de ataques e contra-ataques prolonga uma guerra que, no plano territorial, tem avançado lentamente. A frente relativamente estabilizada contrasta com a intensidade dos bombardeios à distância, que mantêm o conflito vivo e custoso mesmo sem grandes mudanças no mapa. Para os civis, o resultado é a convivência cotidiana com alertas aéreos e com o risco constante.
No plano diplomático, cada nova barragem tende a endurecer posições e a dificultar a construção de canais de negociação. Enquanto os ataques prosseguem, cresce a pressão da Ucrânia por mais sistemas de defesa aérea, considerados essenciais para proteger sua população e sua infraestrutura da ameaça persistente vinda do ar.
Fonte: Ukrinform
Redação Rede Global de Comunicação — 2026-07-15