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Novo estudo sugere que pessoas com musculatura de peito e costas mais forte e de melhor qualidade podem ter menor risco de infarto.
A relação entre exercício físico e saúde do coração é bem estabelecida, mas um novo estudo divulgado em julho acrescenta uma peça interessante ao quebra-cabeça. Segundo a pesquisa, pessoas com músculos das costas e do peito mais fortes e de melhor qualidade podem apresentar um risco reduzido de sofrer um ataque cardíaco.
O achado é relevante porque amplia o foco para além do exercício aeróbico — como caminhada, corrida e ciclismo — tradicionalmente associado à saúde cardiovascular. A força e a qualidade da musculatura, geralmente ligadas ao treinamento de resistência, ganham espaço como possíveis indicadores e aliados da proteção ao coração.
A massa muscular desempenha papéis que vão além do movimento. Ela está envolvida no metabolismo da glicose, no controle da inflamação e na regulação de hormônios, fatores que influenciam diretamente a saúde do sistema cardiovascular. Manter e fortalecer os músculos, especialmente com o avanço da idade, tem sido cada vez mais reconhecido como parte de um envelhecimento saudável.
Vale a ressalva metodológica: estudos como esse costumam identificar associações, e não provas definitivas de causa e efeito. Ter músculos mais fortes pode ser tanto uma causa de melhor saúde quanto um reflexo de um estilo de vida já mais ativo e saudável. Ainda assim, o conjunto de evidências favorece a ideia de que combinar exercícios aeróbicos e de força traz benefícios amplos.
A mensagem prática é de equilíbrio. Diretrizes de saúde já recomendam incluir atividades de fortalecimento muscular ao menos duas vezes por semana, além da atividade aeróbica regular. Isso não exige academia sofisticada: exercícios com o peso do próprio corpo, faixas elásticas ou tarefas do dia a dia que exijam força já contribuem.
Este texto é informativo e não substitui orientação profissional. Antes de iniciar ou intensificar uma rotina de exercícios, sobretudo em caso de condições preexistentes, o ideal é buscar avaliação médica e, quando possível, acompanhamento de um profissional de educação física.
Fonte: Healthcare Research Reports
Redação Rede Global de Comunicação — 2026-07-16