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Médicos Sem Fronteiras alertou o Conselho de Segurança que a situação dos civis na RD Congo piora, com deslocamentos e serviços de saúde sob pressão.
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou, em intervenção junto às Nações Unidas, que a situação dos civis na República Democrática do Congo continua a se deteriorar, com o leste do país mergulhado em ciclos recorrentes de violência armada e deslocamento forçado.
Segundo a entidade, comunidades inteiras são obrigadas a fugir repetidas vezes, o que dificulta o acesso a água, alimentos e cuidados médicos. Hospitais e postos de saúde operam sobrecarregados e, muitas vezes, na linha de frente dos combates, o que expõe pacientes e profissionais a riscos diretos.
A fragilidade dos serviços de saúde tem consequências que vão além das feridas de guerra. Com a queda da cobertura de vacinação e a interrupção de programas de prevenção, a região se torna mais vulnerável a surtos de doenças infecciosas. Não por acaso, autoridades sanitárias vêm monitorando de perto o risco de propagação do ebola em áreas afetadas pelos conflitos, onde a cooperação em saúde é reduzida.
A MSF reforçou o apelo para que todas as partes respeitem o direito internacional humanitário, protejam estruturas civis e permitam o acesso seguro das equipes de socorro. A organização também cobrou financiamento sustentado para a resposta humanitária, que enfrenta cortes num momento de necessidade crescente.
A instabilidade no leste da RD Congo tem origens complexas, que combinam disputas por territórios ricos em minerais, atuação de múltiplos grupos armados e tensões regionais. Essa sobreposição de fatores torna a busca por uma solução política especialmente difícil e prolonga o sofrimento das populações civis.
Para as agências humanitárias, a mensagem central é a de que a crise congolesa, embora menos noticiada que outros conflitos, permanece entre as mais graves do mundo em número de deslocados. Sem atenção internacional constante e recursos adequados, advertem, o quadro tende a se agravar e a alimentar novas emergências sanitárias na região.
Fonte: MSF Brasil
Redação Rede Global de Comunicação — 2026-07-10