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Teerã sinaliza que pode acionar os houthis para fechar o Bab el-Mandeb, enquanto Trump ameaça novos ataques caso o Irã não volte a negociar.
A escalada entre Estados Unidos e Irã ganhou uma nova e perigosa dimensão nesta semana. Pelo quarto dia consecutivo, forças americanas e iranianas trocaram fogo, e o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom ao afirmar que atacaria pontes e usinas de energia do Irã na semana que vem caso Teerã não retorne à mesa de negociações.
Segundo relatos, forças americanas voltaram a atingir alvos no Irã e reimpuseram um bloqueio naval a seus portos, depois de Trump recuar da proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre navios que cruzam o Estreito de Ormuz. Em retaliação, Teerã atingiu Estados vizinhos do Golfo e a Jordânia.
O ponto mais sensível da nova fase é a sinalização de que o Irã poderia usar seus aliados houthis, no Iêmen, para fechar o Bab el-Mandeb — o estreito que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden. Analistas alertam que, ao ampliar a ameaça para além do Golfo Pérsico, Teerã tenta pressionar Washington estendendo o risco às cadeias globais de comércio e energia.
Ormuz e Bab el-Mandeb estão entre os mais importantes gargalos marítimos do planeta. Juntos, respondem por parcela expressiva do petróleo e das mercadorias que circulam entre Ásia, Europa e Oriente Médio. Qualquer interrupção prolongada tende a se traduzir em alta de fretes, prêmios de risco no preço do barril e novas pressões inflacionárias mundo afora.
Para Washington, a aposta é que a pressão militar force o Irã de volta às negociações sem desencadear uma guerra regional aberta. Para Teerã, a estratégia de espalhar o conflito busca aumentar o custo de qualquer ofensiva americana, transformando rotas comerciais em moeda de barganha. É um jogo de alto risco: um erro de cálculo de qualquer lado pode arrastar potências e vizinhos para um confronto de consequências imprevisíveis.
Enquanto as capitais medem forças, cresce a preocupação de países importadores de energia, para quem a estabilidade dessas rotas é questão de segurança econômica.
Fonte: FDD Overnight Brief
Redação Rede Global de Comunicação — 2026-07-16