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FMI eleva projeção do PIB chinês para 2026 e 2027, mas alerta para riscos; economia cresceu 4,7% no semestre, abaixo dos 5% do trimestre anterior.
A economia da China, segunda maior do mundo, apresentou em julho de 2026 um quadro de luzes e sombras. O Fundo Monetário Internacional elevou suas projeções de crescimento para o país em 2026 e 2027, ao mesmo tempo em que os dados oficiais mostraram a expansão mais fraca desde o fim de 2022.
O Produto Interno Bruto chinês cresceu 4,7% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou abaixo dos 5% registrados no trimestre anterior, marcando uma desaceleração que não se via desde 2022.
Na atualização de julho de seu relatório de Perspectivas Econômicas Globais, o FMI revisou para cima as estimativas: o PIB da China deve desacelerar de 5% para 4,6% em 2026 e 4,1% em 2027. Em abril, a instituição projetava altas menores. A revisão positiva, portanto, convive com o reconhecimento de uma trajetória de perda de fôlego.
Entre os fatores que limitam a atividade, o Fundo citou os preços elevados do petróleo, ventos contrários estruturais e a incerteza prolongada no ambiente global. A China ainda enfrenta desafios internos conhecidos, como o setor imobiliário e o equilíbrio entre estímulo ao consumo e controle do endividamento.
O contraste com a Índia é notável. O FMI projeta crescimento de 6,4% para a economia indiana neste ano e de 6,7% no próximo, sustentado pelo consumo privado e pelos serviços. A Ásia emergente segue, assim, como um dos principais motores do crescimento mundial, ainda que em ritmos distintos.
Para o Brasil, o desempenho chinês tem peso direto. A China é o principal parceiro comercial do país e grande compradora de commodities como soja, minério de ferro e petróleo. Uma desaceleração, ainda que moderada, da demanda chinesa repercute sobre as exportações brasileiras e sobre o preço das matérias-primas no mercado internacional.
Fonte: Tribuna do Sertão
Redação Rede Global de Comunicação — 2026-07-21