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Estudo aponta que a Rússia tem fôlego para sustentar a guerra ao longo de 2026

Análise indica que restrições econômicas apertam, mas não interrompem a máquina militar de Moscou

Levantamento indica que Moscou consegue manter o esforço de guerra em 2026, ainda que sob custo econômico crescente.

Uma das perguntas mais repetidas desde o início da invasão da Ucrânia voltou a ser examinada por analistas: até quando a Rússia consegue sustentar financeiramente esta guerra? Um estudo recente aponta uma resposta desconfortável para Kiev e para os europeus — Moscou tem condições de manter o esforço militar ao longo de 2026, ainda que a um custo econômico crescente.

Resistência não é solidez

É preciso distinguir dois conceitos que o debate público costuma confundir. Uma economia pode ser capaz de financiar uma guerra sem ser, por isso, uma economia saudável. A Rússia opera hoje sob um modelo de economia de guerra: gasto público militar elevado, redirecionamento de mão de obra para a indústria de defesa, controle de capitais e uso de reservas e de receitas de energia para fechar as contas.

Esse arranjo produz números de crescimento que parecem contradizer as sanções, mas escondem um deslocamento estrutural. Recursos que iriam para produtividade, inovação e consumo estão sendo convertidos em munição — um ativo que, por definição, é consumido e não gera retorno futuro.

Os pontos de pressão que existem

As restrições, porém, são reais e se acumulam. Os ataques ucranianos a refinarias já provocaram escassez de gasolina no mercado interno russo. A campanha contra a chamada frota sombra encarece o escoamento do petróleo. E o teto de preços, ainda que contornado, obriga Moscou a vender com desconto.

O resultado não é um colapso, mas uma compressão progressiva de margem: o mesmo barril rende menos, o mesmo rublo compra menos tecnologia importada, e a mão de obra escassa encarece.

A conclusão estratégica

Para os aliados da Ucrânia, a implicação prática é dura. Se a hipótese de exaustão econômica russa no curto prazo não se sustenta, a estratégia de simplesmente esperar o desgaste do adversário perde sentido. O tempo, isoladamente, não decide a guerra.

Isso desloca o peso da decisão de volta para variáveis que dependem do Ocidente: capacidade industrial de defesa, continuidade do apoio financeiro e disposição política — todas sujeitas a ciclos eleitorais e a fadiga da opinião pública.

É uma assimetria conhecida. Regimes autoritários podem sustentar custos por mais tempo porque não precisam renová-los nas urnas. Democracias precisam reconquistar seu mandato a cada ciclo. A guerra na Ucrânia entrou, definitivamente, nessa fase.

Fonte: Jornal GGN

Redação Rede Global de Comunicação — 2026-07-13

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