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Na cúpula da OTAN em Ancara, a Ucrânia pressiona por mais sistemas Patriot enquanto Trump tenta destravar negociações com a Rússia.
A cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reunida em Ancara, na Turquia, colocou a defesa aérea da Ucrânia no centro das discussões, num momento em que Kiev enfrenta escassez de interceptores diante da intensificação dos ataques russos com mísseis e drones.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu 'decisões firmes' dos aliados para garantir a capacidade de defesa do país. 'Enquanto os mísseis Patriot permanecerem nos estoques de nossos aliados, a Rússia só se sentirá encorajada a continuar destruindo edifícios residenciais', afirmou, ao cobrar o envio dos sistemas de interceptação considerados essenciais para proteger áreas urbanas.
A cúpula ocorreu logo após um dos bombardeios mais intensos à capital ucraniana desde o início da guerra, que deixou dezenas de mortos. Segundo a Força Aérea ucraniana, o país não conseguiu interceptar os mísseis balísticos disparados no episódio, o que expôs a lacuna nos meios de defesa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou ao encontro buscando dar novo fôlego às tentativas de negociar um fim para o conflito, que entrou em seu quinto ano. Washington tem sinalizado que cabe a Moscou dar passos concretos rumo a um acordo, enquanto parceiros europeus discutem novas restrições à Rússia nos setores de energia e finanças.
Em paralelo às tratativas militares, países europeus voltaram sua atenção para o aperto de sanções, incluindo medidas contra a chamada 'frota paralela' usada por Moscou para escoar petróleo e contra cadeias de suprimento militares. A lógica é reduzir as receitas que sustentam o esforço de guerra russo.
Para analistas, o encontro em Ancara reflete o dilema central da aliança: combinar apoio militar suficiente para sustentar a defesa ucraniana com uma via diplomática que evite escalada ainda maior. O equilíbrio entre dissuasão e negociação deve seguir no topo da agenda ocidental nas próximas semanas.
Fonte: Vatican News
Redação Rede Global de Comunicação — 2026-07-10